Curva da morte, até quando?

por Nuno Martins 0

Aconteceu há poucas semanas mais um acidente aparatoso na chamada “curva da morte” em Lantemil. Em abono da verdade diga-se que é raro o ano em que não há pelo menos um acidente com consequências fatais ou muito graves neste local da estrada nacional 14. E por isso urge perguntar: até quando? Quando é que a Câmara Municipal decide fazer algo para alterar a situação?

Há poucos anos muita tinta correu aquando da demolição da antiga ponte ferroviária da Peça Má. Diziam os defensores da sua destruição que aquele local era perigosíssimo pelo facto dos veículos pesados terem de ir ao centro da estrada para poderem passar sem bater na ponte. Sim, tinham de fazer isso mas não porque a ponte tivesse baixado mas porque a estrada foi subindo ao longo dos tempos por causa das sucessivas obras mal feitas. Mas os motivos são outros quinhentos que não são agora para aqui chamados. Voltando à perigosidade da estrada, é verdade que era um sitio potencialmente perigoso, mas... quantos acidentes graves lá houveram? Que eu tenha conhecimento, nenhum. Mas fez-se alguma coisa, no caso eliminar a ponte. Portanto a minha pergunta é: atendendo a que a “curva da morte” não é potencialmente mas  efectivamente perigosa, quando se vai resolver a situação? Quantos mais mortos vão ter de haver até a autarquia fazer alguma coisa?

O que poderia ser feito? Eu não sou especialista, para isso devem haver pessoas mais habilitadas para responder à questão. Mas pelo que vejo noutras estradas, poderão haver várias opções, como lombas, semáforos para controlo de velocidade, ou até uma alteração no trajecto, ou uma combinação de várias. A única certeza que há é que deixar continuar aquele sítio assim é um crime. Que as sucessivas tragédias comecem a pesar na consciência dos nossos autarcas para que façam, já que a Estrada Nacional 14 dentro do município da Trofa é responsabilidade municipal, a sua obrigação. Para que alguns, por inércia de quem de direito, não tenham de naquele local ver que o futuro não passou dali.

Nuno Martins

Sou o Nuno, nasci no Porto em 1978 e sempre vivi em Alvarelhos. Poder dizer o que penso e não o que os outros querem que eu diga é para mim a maior conquista do 25 de Abril. Essa é a principal premissa deste espaço, por isso posso dizer também e com orgulho que a Trofa é minha!

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