Se as paredes falassem o concelho seria mais bonito

por João Mendes 0

“Se as paredes falassem…” é o nome de uma iniciativa da Câmara Municipal de Famalicãoque, em traços gerais, abriu uma consulta popular aos munícipes do concelho vizinho sobre que destino dar a edifícios devolutos e degradados no interior dos seus limites territoriais, entre 29 de Setembro e 5 de Outubro do ano transacto. Uma excelente iniciativa que de resto devia ser olhada com atenção por outros municípios não só por envolver os cidadãos mas principalmente por procurar soluções para um problema que visa a estética do tecido urbano, o reaproveitamento de estruturas abandonadas, combate o perigo que tais estruturas representam e, acima de tudo, envolve a população.

Sabendo nós que ambos os executivos, o trofense e o famalicense, partilham de uma visão comum em várias áreas, seria interessante ver o executivo trofense olhar para esta iniciativa e eventualmente considerar a sua replicação no nosso concelho. Assim à cabeça recordo-me da cidade-fantasma no centro da nossa cidade e do edifício da antiga Ráfia que, tanto quanto sei, é propriedade da CMT – poderei aqui estar equivocado mas estou em crer que não – que poderiam ser aproveitados para diferentes valências, sendo que o edifício da Ráfia daria, como em tempos idos se especulou, para criar uma boa biblioteca municipal ou, quem sabe, os Paços do Concelho.

Acima de tudo seria interessante seguir o exemplo famalicense e abrir este precedente de forma a auscultar a população. Num concelho com tantos criativos, estou certo que surgiriam várias e interessantes propostas, propostas essas que poderiam eventualmente ser integradas no próximo OPJ ou numa iniciativa similar, dando desta forma a hipótese a que os jovens estudantes e o movimento associativo pudessem apresentar propostas de, no âmbito em que actuam, poder propor ideias que fossem de encontro à sua actividade e necessidades. São boas práticas e estão mesmo aqui ao lado. O concelho agradece!

João Mendes

Radicalmente contra todas as formas de instrumentalização dos recursos públicos em função dos apetites partidários e com um apetite insaciável pela desconstrução de mentiras e outros embustes que nos são diariamente oferecidos pelas elites dirigentes, a minha luta é por um concelho da Trofa mais transparente, mais íntegro e no sentido da evolução contínua, onde o poder cuja função é servir-nos pode e deve ser questionado. Das pessoas para as pessoas, sem medo nem clientelas.

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