Sobre a falta de civismo na estação da Trofa

por João Mendes 0

Foto: José Carvalho

Chamou-me a atenção a publicação do nosso leitor José Carvalho, que dá conta de uma situação que, segundo é relatado pelo próprio na sua página de Facebook, se verifica diariamente junto à estação de caminhos-de-ferro da Trofa:

“Diariamente carrinhas de uma instituição escolar de grande prestígio no Município da Trofa fazem o transporte de alunos desde a estação nova até à instituição de ensino. Os motoristas, concerteza instruídos por alguém com um cargo superior ao deles, param mesmo por debaixo da passagem da linha, por vezes mesmo em cima da passadeira, não respeitando todos aqueles que se deslocam para os seus locais de trabalho. Por vezes dá-se o ridículo de também do lado oposto haverem carros parados, aguardando a chegada de pessoas ou a “descarregar” alguém.
Questiono assim a quem de direito: Existindo num dos lados da estação um local, aparentemente, um “terminal” rodo ferroviário completamente vazio, não poderiam os meninos serem “levantados” ai?!? Evitando constrangimentos de tráfico, irritações matinais de quem tem um comboio para apanhar e por alguma razão não ter conseguido chegar mais cedo.
Acrescenta-se a isto o ridículo de por vezes não existir lugar de estacionamento disponível no parque automóvel destinado para tal e do lado oposto estar o referido terminal literalmente às moscas…”

Imaginem o cenário: os semáforos funcionam às vezes, a zona tende a entupir de manhã quando dezenas ou mesmo centenas de trofenses se deslocam até à estação para apanharem o comboio para a escola, para o trabalho ou para outra coisa qualquer, e para além das pessoas que se pudessem entravam de carro pelo edifício dentro para deixar os seus passageiros no tabuleiro de acesso ao comboio, ainda têm que levar com esta situação todos os dias. Em cima de passadeiras e a congestionar ainda mais o trânsito matinal. E ali ao lado uma enormidade de lugares de estacionamento. Estão a imaginar o stress naquele dia em que, por um motivo ou outro, estão atrasados e até acabam por perder o comboio, não tanto pelo atraso mas porque a estreita rua que passa por baixo do viaduto ferroviário está bloqueada por pessoas pouco dadas ao civismo rodoviário? Que simples que era se houvesse ali um agente da autoridade todos os dias. Um chegava, não era preciso entrar em exageros

João Mendes

Radicalmente contra todas as formas de instrumentalização dos recursos públicos em função dos apetites partidários e com um apetite insaciável pela desconstrução de mentiras e outros embustes que nos são diariamente oferecidos pelas elites dirigentes, a minha luta é por um concelho da Trofa mais transparente, mais íntegro e no sentido da evolução contínua, onde o poder cuja função é servir-nos pode e deve ser questionado. Das pessoas para as pessoas, sem medo nem clientelas.

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