O paradigma das contas públicas

por João Mendes 0

A coligação tem uma espinha atravessada na garganta: os números actuais da CMT mostram que, quando comparados com os valores conhecidos até 2009, o executivo socialista equilibrou as contas públicas do concelho. Um exemplo? Horas extraordinárias dos funcionários do Município. Segundo o gráfico cuja origem não está disponível no site da CMT, a despesa nesta rubrica diminuiu de cerca de 171 mil euros em 2009 para cerca de 22.500,00€ em 2012. Trata-se de uma quebra de 87%!

Este é um exemplo entre outros que inclui despesas com comunicações (-55%), despesas com flores (-57%), despesas com o Boletim Municipal (-72%) ou despesas com viaturas do município (-26%). Apesar do site do município não mencionar as fontes destes números, os mesmos parecem-me reais. Mas isso sou eu que não percebo nada de economia pelo que bom bom era ter aqui um representante do executivo disponível para responder a perguntas. Infelizmente, os únicos socialistas que por aqui tem passado aparecem sempre de cara e argumentos escondidos pelo que será complicado questioná-los.

O certo é que estes números tem parecido incontestáveis, e numa campanha que, em alguns aspectos, tem roçado o que de pior a política tem para nos oferecer, que tem oscilado entre candidatos a vereadores “independentes” a insultar cidadãos e avalanches de obras a inaugurações públicas eleitoralistas, este parece-me ser o mais valioso e irrefutável trunfo de Joana Lima para estas eleições autárquicas depois das principais bandeiras da anterior campanha (Paços do Concelho, Metro, Variantes) terem saído frustradas, da obra dos parques estar envolta em polémica e do Parque das Azenhas ter sido instrumentalizado politicamente.

Só as contas permanecem intocáveis. Será “engenharia financeira” ou uma evidência sem contra-argumentação possível?

João Mendes

Radicalmente contra todas as formas de instrumentalização dos recursos públicos em função dos apetites partidários e com um apetite insaciável pela desconstrução de mentiras e outros embustes que nos são diariamente oferecidos pelas elites dirigentes, a minha luta é por um concelho da Trofa mais transparente, mais íntegro e no sentido da evolução contínua, onde o poder cuja função é servir-nos pode e deve ser questionado. Das pessoas para as pessoas, sem medo nem clientelas.

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