Comunicado que apenas a mim me vincula

por João Mendes 0

Nos últimos dias, devido à posição que assumi sobre a demolição da ponte da Peça Má, fui alvo de insultos e difamação por parte de pessoas próximas do poder político local, muitas delas beneficiárias de tachos, avenças e favores políticos, algumas cúmplices de actos corruptos e de tráfico de influências, que me acusam, tal como algumas pessoas próximas do anterior executivo fizeram há 3 anos atrás, de ter uma agenda oculta com o objectivo final de chegar ao poder, ambição que nunca tive e que inclusive deixei expresso por escrito, sugerindo àqueles que me julgam com base em boatos e conspirações que me atirem essas mesmas palavras à cara caso um dia falte, como alguns tão bem sabem fazer, à minha palavra.

É irónico que pessoas que vivem à custa dos nossos impostos porque souberam abanar a bandeira certa, corruptos portanto, tenham a lata de pôr em causa, gratuitamente e apenas para agradar a quem eventualmente lhes paga para isso, a integridade daqueles que questionam, dentro da legalidade democrática, a condução dos destinos da sua terra. As mesmas pessoas que se calam perante o despesismo dos seus, perante o tráfico de influências dos seus, perante a corrupção dos seus e perante a rede de favores e compadrio que toda a gente vê mas poucos têm coragem de falar. Mas, se as denuncias que aqui são feitas são infundadas, porque não ignorar ou contra-argumentar de forma objectiva? Seria fácil demais, não acham? Então porque não o fazem eles?

Não obstante, e apesar do desequilíbrio de forças e recursos, nunca me inibirei de continuar a dar a minha opinião, de expor os malabarismos e atropelos democráticos levados a cabo por este e por qualquer outro executivo, tal como fiz, apesar da cobardia desonesta daqueles que o negam, com o anterior executivo. A mesma cobardia desonesta com que questionam o meu amor a esta terra ao mesmo tempo que compactuam e beneficiam de esquemas corruptos de tráfico de influências. A mesma cobardia desonesta com que se calam perante esses esquemas. A mesma cobardia desonesta com que defendem a censura, a manipulação da opinião pública, o despesismo e a mentira, sempre que tal beneficie a estratégia de quem servem. A mesma cobardia desonesta com que, nas redes sociais, disparam acusações, sem qualquer tipo de fundamento ou justificação, e que me acusam, a mim e a outros colegas do …e a Trofa é minha, de sermos “do contra”, apesar de serem eles quem se limita a criticar e insultar "porque sim" os textos que ninguém lhes pediu para ler mas que insistem em atacar para agradar a terceiros, sem nunca esgrimir um argumento, sem nunca tecer uma consideração objectiva, munidos de boatos e insultos e, quem sabe, com os bolsos cheios de dinheiro que é de todos mas que, como noutros casos, serve os interesses de uma minoria.  

Aos meus parceiros desta aventura, todos sem excepção, aquele muito obrigado e as minhas desculpas se o exercício da minha cidadania de alguma forma vos afectou. Estou certo de que, caso tenham acompanhado o que se passou, nestes dias como noutros que os sucederam, que a demolição da ponte da Peça Má foi apenas um pretexto, perceberão os meus motivos. O que não significa que tenha ou não razão. Mas, afinal de contas, vocês sabem o que a casa gasta e, se achassem que este projecto era uma farsa, à semelhança de outros que por aí andam, com certeza não teriam aceite o convite. Obrigado equipa!

Finalmente, aos leitores. Não tenho palavras. Obrigado pela força, pela motivação, pelas dicas, pela vossa paciência e conselhos e, acima de tudo, pela vossa lealdade. A vossa força tem sido essencial por estes dias. Mesmo num campo inclinado, todos temos que fazer escolhas. Eu escolhi exercer a minha cidadania desta forma. Questionando. Divulgando informação. Apresentando provas factuais. Defendendo causas que acredito serem justas. Alertando. Fazendo sugestões. Pedindo esclarecimentos. Desmontando embustes. De pouco me interessa se alguém financia opiniões destrutivas. São vãs. Servem interesses, não causas, sejam elas mais ou menos justas que as minhas. Eu sirvo a Trofa. Sirvo a transparência. Esmiuço a realidade política e social da nossa terra. Sem medo nem clientelas. Está escrito, ali em cima, desde 24 de Julho de 2013, desde aquele tempo em que, pelo jargão actual, só sabíamos dizer mal do executivo Joana Lima e as únicas pessoas que seguiam e gostavam das nossas publicações eram todas de direita. Tanta falta de memória, tanta hipocrisia e tanta gente a manipular os seus pares. E é por todas estas coisas, e por mais algumas, que, pelo menos da parte que me toca, nunca baixarei os braços. Obrigado por nos acompanharem, obrigado por terem a coragem de partilhar conteúdos e dar opiniões construtivas, obrigado pelo apoio manifestado nos últimos dias e, sobretudo, obrigado por acreditarem na democracia e na transparência. Nunca vos pedirei nada em troca.

Eles estão nervosos. Estão a enganar e a manipular pessoas contra nós. Mas, repito, se tudo aquilo que dizemos e escrevemos fosse mentira, acham que alguém lia o que escrevemos? Não acham que, no meio de tanta gente douta e iluminada, não haveria já quem nos tivesse desmentido? Quão fácil seria isso para uma máquina tão poderosa e tão bem oleada? Tirem as vossas próprias conclusões. Eu continuarei a tirar as minhas.

João Mendes

Radicalmente contra todas as formas de instrumentalização dos recursos públicos em função dos apetites partidários e com um apetite insaciável pela desconstrução de mentiras e outros embustes que nos são diariamente oferecidos pelas elites dirigentes, a minha luta é por um concelho da Trofa mais transparente, mais íntegro e no sentido da evolução contínua, onde o poder cuja função é servir-nos pode e deve ser questionado. Das pessoas para as pessoas, sem medo nem clientelas.

Comentários

  1. bety Costa

    Caro João. Discordando ou não do que diz, e independentemente da minha opinião, o meu "bem haja" pela coragem. A liberdade de expressão, existe e deve ser cumprida e, acima de tudo, respeitada! Que jamais a lucidez e coragem o abandonem. A TROFA É NOSSA!

  1. Amadeu Jose Bento Machado

    Caro João Mendes, Estou grande parte das vezes em desacordo consigo... Não sou o paladino da verdade, sou sim o defensor das minhas conclusões até que alguém me convença que estas estão erradas!!! O único "juízo de valor" que me atrevi fazer a seu respeito foi sobre a sua juventude e qualidades/defeitos inerentes. As críticas e acusações que lhe faço perante os "erros" e "injustiças" que na MINHA modesta opinião pratica nos seus artigos, são com espírito construtivo. Espero que tenha a capacidade de verificar a minha frontalidade e lealdade, incapaz de golpes sujos e baixos e também o desafio a provar a mais pequena mancha de corrupção na minha pessoa!!! Andei algumas décadas "acompanhando" os políticos (nunca fui político, fui sempre montada dos que achava os menos maus, porque os achava um mal necessário para a sociedade) e ao fim dessas décadas consegui livrar-me dessa vida, bastante mais pobre do que quando entrei, Tinha menos quando saí do que quando entrei, as provas são públicas e conhecidas na Trofa, portanto não me sinto atingido pelas suas acusações!!! Não diminua quem não pensa como você... o João (ou quem quer que seja) não é o dono da verdade!!! Continue a defender o que acredita que é verdade, mas não se deixe cegar pelo fundamentalismo, nem pela bajulação. A nossa Trofa merece que a defendam!!!

  1. José Maria Moreira da Silva

    Que nunca lhe falte a coragem!

  1. José Maria Moreira da Silva

    Caro João Mendes, a minha total solidariedade. Poderei não concordar com o que escreve (são muitas as vezes que não estamos de acordo), mas defenderei até à morte a sua liberdade para escrever o que pensa. E, normalmente, pensa muito bem. O meu sincero abraço solidário e os parabéns pela coragem em dizer o que acha que está mal, com a lisura e a forma como o diz. A liberdade é isto. A Cidadania é isso!

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