Confirma-se: existe uma situação de ilegalidade no Correio da Trofa

por João Mendes 0

Na sequência da última publicação que fiz neste espaço na passada Segunda-feira, na qual me questionava sobre a possibilidade de o director do Correio da Trofa e um suposto assessor do PSD de Santo Tirso serem a mesma pessoa, algo que seria ilegal, fui surpreendido por um comentário do visado que alegou não exercer a actividade jornalística há vários meses e não ter qualquer tipo de ligação ao jornal Correio da Trofa. Para que não restem dúvidas, transcrevo o comentário na íntegra:

Boa tarde. Li com interesse o texto publicado. E de facto não há coincidências. O Miguel Ângelo Pinto de que fala é uma e a mesma pessoa. Eu. Com um ligeiro senão: já deixei há uns meses largos o jornalismo com a consequente entrega da Carteira Profissional de Jornalista. Como tal, não tenho qualquer ligação ao jornal Correio da Trofa, de que fui de facto diretor, nem tão pouco exerço no presente qualquer função jornalística. Mais informo que em momento algum acumulei funções como director da publicação em causa e com o emprego numa agência de comunicação no Porto. Não como assessor de imprensa do PSD de Santo Tirso. Quanto às considerações polítiicas sobre direita ou esquerda, vou relevar a insinuação, que acredito estar fundada no desconhecimento da situação em apreço. Melhores cumprimentos, Miguel Ângelo Pinto

Ora, a julgar pelas palavras de Miguel Ângelo Pinto, o Correio da Trofa encontra-se, há vários meses, a operar de forma ilegal, na medida em que usa o nome de Miguel Ângelo Pinto como director do jornal na ficha técnica (na última edição, de 29 de Setembro, o seu nome continuava lá), algo que, afirma o próprio, não era do seu conhecimento. Assumindo que o visado está a dizer a verdade, durante "meses largos”, o Correio da Trofa apresentou uma ficha técnica fraudulenta, desconhecendo-se, inclusive, se terá, actualmente, algum profissional com carteira de jornalista nos seus quadros. Director, segundo o próprio Miguel Ângelo Pinto, não tem, o que desde logo viola a lei jornalística.

Significa isto, a confirmarem-se as palavras de Miguel Ângelo Pinto, que este jornal enganou deliberadamente os seus leitores, anunciantes, entre os quais figura a Câmara Municipal da Trofa, envolvendo, desta forma, dinheiros públicos, acesso a actividades públicas e, entre outras coisas, a disponibilização de stands em eventos públicos, e a própria Entidade Reguladora da Comunicação Social. Aguarda-se reacção do Correio da Trofa. Quem figurará como director do jornal na edição que sai amanhã? Haverá jornal amanhã?

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João Mendes

Radicalmente contra todas as formas de instrumentalização dos recursos públicos em função dos apetites partidários e com um apetite insaciável pela desconstrução de mentiras e outros embustes que nos são diariamente oferecidos pelas elites dirigentes, a minha luta é por um concelho da Trofa mais transparente, mais íntegro e no sentido da evolução contínua, onde o poder cuja função é servir-nos pode e deve ser questionado. Das pessoas para as pessoas, sem medo nem clientelas.

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