O medo deles é a nossa vitória

por João Mendes 0

Que não me interpretem mal os amigos, conhecidos e não-conhecidos que seguem e apoiam o …e a Trofa é minha. Se existe grande vitória, incontornável, que este espaço pode reclamar como sua, é a de se ter imposto, sem apadrinhamentos políticos ou interesses obscuros, no debate público do concelho da Trofa. Começamos dois, ninguém nos conhecia e poucos nos liam. Com tempo, persistência e uma linha coerente, a base de leitores foi aumentando cada vez mais e hoje, digo-o sem falsas modéstias, somos uma referência na reflexão sobre o nosso concelho.

Houve um tempo em que fomos acusados de ser uma manobra dos partidos de direita. Porquê? Porque denunciamos situações graves que diziam respeito ao anterior executivo. Nesse tempo, muitos eram os notáveis dos partidos de direita, especialmente do PSD, que nos davam os seus “gostos”, partilhavam os nossos conteúdos e apoiavam a nossa coragem e frontalidade. Ainda guardo muitas recordações desse tempo. Chegará o dia de as partilhar.

Foi então que chegaram as eleições e com elas a mudança de poder. Mas como nunca foi o poder que nos interessou, o nosso foco continuou a ser a Trofa. Com o tempo e o surgimento de situações, a nosso ver, pouco claras e irresponsáveis, continuamos a fazer aquilo a que sempre nos propusemos. Denunciamos aquilo que entendíamos ser necessário, esmiuçamos aquilo que mais ninguém ousava esmiuçar, e muitos daqueles que, em tempos, nos apoiavam, seguiam e elogiavam, passaram a assumir uma postura contrária, encarnando as mesmas críticas que nos foram endereçadas pelos seus antecessores. Já não éramos uma manobra dos partidos de direita mas uma manobra do PS. Os “gostos” foram substituídos por “contras”, as partilhas foram substituídas por ataques pessoais e o apoio substituído pelo ódio.

À falta de argumentos válidos para desmontar as nossas reflexões, e perante a inutilidade da maledicência e do ódio sectário, arranjaram um fanático para dar a cara pelos insultos de alguém profundamente cobarde e sem respeito pela democracia. Um fanático que não acrescenta rigorosamente nada ao debate público, apesar do destaque que lhe é dado. Um fanático que vive do ódio, da mentira, do boato e da perseguição. E, ainda assim, um fanático que mais não é que um testa-de-ferro, orquestrado por alguém sem carácter, escrúpulos e despido de valores éticos.

Dizem eles, autor e marioneta, que não temos conteúdo, quando são eles quem não tem capacidade para mais que manipulações e boatos. Dizem eles, autor e marioneta, que nos dedicamos à provocação e ao maldizer, quando são eles cuja retórica se resume, única e exclusivamente, a ataques pessoais e insultos, sem nunca acrescentar absolutamente nada ao debate público. Dizem eles, autor e marioneta, que estamos ao serviço de alguém, de forma leviana e sem apresentar provas, quando são eles que servem uma agenda política. Dizem eles, autor e marioneta, que ninguém nos ouve, que ninguém quer saber daquilo que escrevemos, que todos nos ignoram. Se assim é, como explicarão eles as centenas de milhares de acessos que tivemos durante o corrente ano? Se assim é, como explicarão eles o facto de termos mais seguidores e partilhas que qualquer estrutura partidária do concelho? Se assim é, como explicam eles que seja necessário pagar a terceiros para nos insultarem, para mentir descaradamente a nosso respeito, para criar e difundir boatos cobardes e para fazer ataques pessoais? Se assim é, porque é que nenhum desses inimigos da democracia e da liberdade de expressão consegue mais do que manipular, mentir e insultar? Porque perdem eles tempo com isso ao invés de o investirem a provar que estamos errados, que mentimos e que servimos interesses obscuros?

A resposta é simples: porque não têm nada. Só tiros de pólvora seca. Só ódio, mentira, cobardia e falta de carácter. Populistas manipuladores, com tiques autoritários a quem já nem a pele de cordeiro consegue disfarçar. Porque, ao contrário daquilo que eu e os meus amigos e colegas de blogue fazemos, não se apoiam em factos, optando pela estratégia rasteira do ataque pessoal, da falsidade e do boato. Porque, ao contrário de nós, têm a espinha dorsal de um caracol. E, agora atiro eu para o ar, que também me assiste, porque têm medo. Medo da verdade e dos factos que ameaçam os seus telhados de vidro. Medo de cair do poleiro do qual tanta gente depende. Medo de democracia e da liberdade de expressão. Medo de serem apanhados. Medo de serem desmascarados. O medo deles é a nossa vitória. E a nossa vitória serve, agora e sempre, um concelho da Trofa mais transparente, onde a informação e liberdade de intervir no espaço públicos são propriedade de todos e não apenas das autoproclamadas elites. Nunca nos conseguirão calar. É bom que aprendam a viver com isso.

João Mendes

Radicalmente contra todas as formas de instrumentalização dos recursos públicos em função dos apetites partidários e com um apetite insaciável pela desconstrução de mentiras e outros embustes que nos são diariamente oferecidos pelas elites dirigentes, a minha luta é por um concelho da Trofa mais transparente, mais íntegro e no sentido da evolução contínua, onde o poder cuja função é servir-nos pode e deve ser questionado. Das pessoas para as pessoas, sem medo nem clientelas.

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