Estaremos seguros?

por João Mendes 0

Não é de agora, mas a tendência inicial foi a de ignorar os casos isolados. Contra mim falo. Ia ouvindo, aqui e ali, relatos de assaltos a garagens de prédios na minha freguesia, Bougado, mas assumi tratarem-se de casos pontuais. Até que chegou a vez da garagem do meu próprio prédio. Segundo soube, porque tive a sorte de escapar, um ou mais delinquentes entrou na garagem do prédio onde vivo, forçou as fechaduras das garagens fechadas e terá mesmo assaltado uma viatura. Começam a ser situações a mais.

Como se esta sequência de casos não fosse, por si só, preocupante, no estacionamento em frente ao estádio do Trofense, junto ao ginásio que frequento, os assaltos a viaturas ali estacionadas tem sido praticamente semanal. Acontecem com o ginásio em funcionamento, mesmo por baixo das nossas barbas. Danificam-se viaturas, roubam-se pertences e a impunidade é total.

Acresce a isto alguns relatos recentes de assaltos a moradias, com violência excessiva à mistura (o caso de Janeiro passado, com tortura incluída, ilustra bem esta realidade), juntamente com episódios de pura delinquência que resultam na destruição de património público. Importa também ter em conta que, em algumas freguesias trofenses, de natureza mais rural, existem muitos idosos que vivem sozinhos e que, pela idade e pelo isolamento a que muitos estão sujeitos, são presa fácil para os criminosos. E se em Bougado, onde o único quartel do concelho está sediado, os problemas se multiplicam, a situação das freguesias fora do centro urbano torna-se ainda mais preocupante. O policiamento de proximidade deve ser reforçado para dar resposta a estes problemas.

A Trofa cresceu e, com ela, os seus problemas sociais. Talvez seja hora de reflectir sobre a situação da segurança pública e das condições que os nossos agentes da autoridade possuem, que poderão não ser as melhores e as mais adequadas ao actual contexto. Um concelho com aproximadamente 40 mil habitantes e uma área territorial considerável precisa de mais do que um quartel de GNR com um número limitado de agentes e meios. Adiar o problema é um convite ao crime, que continuará a ser tão tentador como lucrativo e de fácil execução. Estaremos seguros? 

Foto: O Notícias da Trofa

João Mendes

Radicalmente contra todas as formas de instrumentalização dos recursos públicos em função dos apetites partidários e com um apetite insaciável pela desconstrução de mentiras e outros embustes que nos são diariamente oferecidos pelas elites dirigentes, a minha luta é por um concelho da Trofa mais transparente, mais íntegro e no sentido da evolução contínua, onde o poder cuja função é servir-nos pode e deve ser questionado. Das pessoas para as pessoas, sem medo nem clientelas.

Comentários

  1. Amadeu Jose Bento Machado

    Claro que não estamos seguros e que é mais que pertinente este seu alerta caro Amigo. Mas infelizmente fico muito pessimista nos resultados deste seu alerta. Que não seja isso que o demova da sua luta pela defesa da nossa terra. Abraço solidário. zé bento machado

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