O estrondoso comunicado da Trofa Digital

por João Mendes 0

Depois do texto que aqui publiquei na Sexta-feira, a página Trofa Digital entrou em modo de hibernação durante o fim-de-semana, não sem antes republicar a já habitual notícia do Facebook da CM da Trofa, sem qualquer referência, como manda a lei, que até nas horas más é preciso ter os amigos ao nosso lado, a que se juntou um plágio do site da TVI24 (ver em baixo). Uma curta incursão no Sábado de manhã para mais do mesmo, a que se seguiu um black out temporário.

Fonte: Facebook CM da Trofa & Trofa Digital

Claro que não estava à espera que a página desaparecesse. Depois das centenas (milhares?) de euros que se investiram para ultrapassar os 40 mil “amigos” no Facebook, não se pode largar uma coisa destas no vazio. Mas esperava ver os plágios corrigidos, o que não aconteceu, e a publicidade fraudulenta à Vodafone ser apagada, o que efectivamente aconteceu, tal como desapareceram algumas publicações interessantíssimas, devidamente guardadas para a posteridade.

Por falar em Vodafone, a tal que nunca fez publicidade no Trofa Digital, apesar da dita página ter aldrabado os seus leitores com publicidade que nunca lá foi feita, é interessante perceber que um comentador habitual do espaço, um tal de Paulo Alexandre Carvalho, que se a memória não falha, foi no passado apresentado como jornalista e membro da equipa da página, trabalha na Vodafone. Estará a Vodafone a par deste facto, se é que este tipo realmente existe, uma vez que reúne todas as condições para ser um perfil falso como outros que por ali passaram no passado? Um estudante de comunicação social que está no Facebook há pouco mais de um mês, que tem um perfil fantasma e que reage de forma infantil nas publicações da página? Muito estranho. Ou será que não? Lá voltaremos. Cá para mim é tão trabalhador da Vodafone como a publicidade que a Vodafone fez na Trofa Digital é verdadeira.

Fonte: Trofa Digital

Regressando à nº 1 do concelho da Trofa, na categoria “sabe-se lá o que”, e depois do retiro espiritual de Sábado à tarde e Domingo, a Trofa Digital voltou à carga. E o que temos desde então? O costume: aldrabices básicas e denunciadas, publicidade aos amigos da Câmara, do PSD e da JSD, um plágio do jornal O Minho (ver no final), publicidade do Pão de Açúcar e do Intermarché – não percebo como é que duas instituições respeitáveis legitimam este espaço onde abundam o plágio, as manobras políticas e a difamação com o seu patrocínio, tema que deixarei para uma próxima publicação – e um comunicado dirigido à minha pessoa, posteriormente adaptado, que os chefes da coisa lá devem ter dito aos subalternos que estavam a dar importância a mais ao tipo do contra. Só que já chegaram tarde. Vamos por partes.

Fonte: Trofa Digital

Quanto ao comunicado, nada de novo. Apenas a constatação de que contra factos não há argumentos. Nesta espécie de comunicado, a Trofa Digital, seja lá quem por trás dela está, sentiu necessidade de comunicar as actividades em que está envolvida, e lá corrigiu o CAE que não existia e ao qual fiz referência no texto anterior. Sempre um prazer ser útil à comunidade.

No entanto, e porque o nervosismo tende a enterrar os mais poderosos projectos, mesmo aqueles que dominam segmentos vazios, a prova apresentada pela Trofa Digital é, digamos, uma valente treta. Porquê? Passo a explicar: porque na foto que é usada neste comunicado, e que abre estas linhas, a única coisa que podemos concluir é que alguém, não se sabe bem quem, exerce legitimamente aquelas actividades. Mas quem nos garante que aquilo é da Trofa Online? Não digo que não o seja, se calhar até é, mas naquela folha, que nem data tem, não está lá o nome de qualquer empresa. Zero, nicles, nada. Sabemos que é uma empresa da Trofa, está lá escrito, mas existem centenas de empresas na Trofa. E nada nos garante que o papelito tenha qualquer tipo de ligação à nº 1 da Trofa na categoria "sabe-se lá o quê".

Por outro lado, o tal comunicado, na sua versão original, informa o “administrador” desta "página" – página são vocês, coisas fofas. Isto é um blogue, que por acaso tem uma página no Facebook, conseguem perceber a diferença ou querem um desenhinho? – que a Trofa Digital se limita ao silêncio. Permitam-me explicar-vos uma coisa: quando se querem remeter ao silêncio, não se referem a quem pretendem atacar com esse mesmo silêncio. Limitam-se a não o referir. Porque ao fazer a referência, demonstram duas coisas, muito óbvias: a primeira é que a publicação é dirigida a mim, e a necessidade de clarificarem o que nunca clarificaram resulta directamente daquilo que escrevi na Sexta-feira. A segunda é que, como não foram capazes de conter o nervosismo, o único silêncio que conta é aquele que usaram para consentir tudo o que foi dito no texto que escrevi. Que plagiam, que publicam publicidade fraudulenta, que são uma plataforma de comunicação que serve interesses políticos, que não criam conteúdos noticiosos próprios para além de trivialidades e frases curtas a informar data e hora de eventos e actividades locais (que qualquer criança consegue fazer), que a informação sobre o vosso negócio é opaca (que é um direito que vos assiste), que a ligação ao Correio da Trofa, o jornal que até há pouco tempo estava ilegal (ainda estará?), é real, que usam a censura como arma e que as ligações ao poder, que confere exclusivos a páginas que usam a mentira e a difamação, são uma realidade incontornável. Parabéns, conseguiram esclarecer uma série de dúvidas. Só posso estar agradecido.

Ficam mais dois plágios, a acrescentar à já extensa galeria, e que apenas vem confirmar aquilo que já todos sabemos.

Aquele abraço!

 

Plágios deste fim de semana: 

1. Plágio TVI24 (22.03.17) - ver original neste link

Fonte: Trofa Digital

2. Plágio O Minho (26.03.17) - ver original neste link

Fonte: Trofa Digital

Imagem de capa: Comunicado Trofa Digital 

João Mendes

Radicalmente contra todas as formas de instrumentalização dos recursos públicos em função dos apetites partidários e com um apetite insaciável pela desconstrução de mentiras e outros embustes que nos são diariamente oferecidos pelas elites dirigentes, a minha luta é por um concelho da Trofa mais transparente, mais íntegro e no sentido da evolução contínua, onde o poder cuja função é servir-nos pode e deve ser questionado. Das pessoas para as pessoas, sem medo nem clientelas.

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