O Paulo da Trofa Digital desapareceu. Alguém o viu por aí?

por João Mendes 0

Era uma vez o Paulo. O Paulo, como tantos “Paulos” e “Paulas” antes dele, era uma personagem de ficção. Parecia verdadeira – na verdade não parecia, mas que se lixe – mas afinal era um embuste. Já não existe mais. Ou então desapareceu, sem deixar rasto. Alguém o viu por aí?

Fonte: Trofa Digital

O Paulo trabalhava na Vodafone. A tal empresa que nunca fez publicidade na Trofa Online/Digital apesar da dita página a ter inventado. Nas horas vagas, o Paulo dava uma perninha nessa página, primeiro na qualidade de jornalista, mais tarde como director. O Paulo não assinava conteúdos próprios, até porque esses praticamente não existiam, mas tinha comentários corajosos e heróicos, e estava certo que um dia “faria” a glória, mas desapareceu misteriosamente, sem deixar rasto.

Fonte: Trofa Digital

Se calhar eram Paulos diferentes, o Paulo da Vodafone e o Paulo da Trofa Online/Digital. A coincidência é tremenda, que disso não restem dúvidas, e o Paulo da Vodafone até falava como sendo alguém da equipa. Mas, no meio de tanta mentira, quem nos garante que algum destes Paulos alguma vez existiu? Será que, na falta do tão esperado jornalista, se fabricou um?

A trama adensa-se. E adensa-se porque outra fraude, a mais denunciada de sempre, foi um dos maiores tiros que os esquemas de manipulação da opinião pública desta terra alguma vez deram no seu próprio pé. Porque algumas coisas simplesmente não fazem sentido e levantam dúvidas. Muitas dúvidas. Um macaco pode imitar alguns gestos dos humanos, comer como os humanos, resolver exercícios simples como os humanos, mas nunca será um humano. E se se tenta transformar um macaco em humano, não há penteado, barbeado ou camisa bonita que lhe permita deixar de ser o que realmente é: um macaco.  

No meio de tudo isto, há algo que ainda não consegui perceber. Se um comum mortal como eu conseguiu desmontar tudo isto com relativa facilidade, como raio não o percebeu quem na Câmara Municipal da Trofa colaborava directamente com este embuste? Ou será que percebeu mas estava contente com o resultado? É algo que ainda me intriga. É que, à quantidade de clubes e grupos de apoio ao projecto, onde se destacam as mais altas patentes políticas deste concelho, dá a ideia que há ali algo mais. Aguarda-se, com elevada expectativa, o próximo comunicado.

 

P.S: Reparem bem na segunda captura de ecrã, especificamente naquele parágrafo que começa com o número 7. Era um dos pontos presentes nos estatutos editoriais do Trofa Online, estatutos esses que foram integralmente plagiados do Jornal do Algarve (ver original neste link). Só mudou mesmo o nome. Quanto ao conteúdo, é de uma desfaçatez sem paralelo. Respeito pelos princípios deontológicos da imprensa? Ética profissional? Não abusar da boa-fé dos leitores? Não encobrir ou deturpar informação? Como se os plágios e as mentiras não fossem suficientes, ainda se gozava forte com a cara dos leitores. Há coisas fantásticas, não há?

João Mendes

Radicalmente contra todas as formas de instrumentalização dos recursos públicos em função dos apetites partidários e com um apetite insaciável pela desconstrução de mentiras e outros embustes que nos são diariamente oferecidos pelas elites dirigentes, a minha luta é por um concelho da Trofa mais transparente, mais íntegro e no sentido da evolução contínua, onde o poder cuja função é servir-nos pode e deve ser questionado. Das pessoas para as pessoas, sem medo nem clientelas.

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