Uma alternativa rodoviária para Alameda da Estação

por João Mendes 0

Hoje dei por mim parado no infernal trânsito trofense, sem escapatória possível que não fosse a contraordenação. Eram 12:45h e uma fila de carros permanecia imóvel, ao longo da Alameda da Estação, na Rua Camilo Castelo Branco, bloqueando uma outra que ganhava forma na Rua Conde São Bento. Algo se passava para os lados do Catulo que fazia com que carro algum avançasse por longos minutos, perante a impaciência dos condutores, atrasados para o almoço, para o trabalho ou para qualquer um dos seus afazeres diários. Uma irritante seca.

Mais tarde, já livre do stress rodoviário, partilhei a experiência com alguém mais experiente que eu, não só no que à vida diz respeito, mas também nas lides do trânsito e da mobilidade rodoviária. Disse-me ele, e com muita razão, a meu ver, que a solução poderia passar pela abertura de uma pequena via, junto à sede do PSD/bar Desperados, que permitisse o desvio do trânsito para a Rua Dr. Serafim Lima. Uma solução que entendo ser prática, eficaz, de baixo custo e que poderá ter bastante utilidade no futuro.

Claro que se trata de uma solução que choca com a natureza pedonal da Alameda da Estação. Porém, se temos já uma travessia rodoviária que corta a Alameda, fazendo a ligação entre a Rua Banda de Música da Trofa e a Rua Dr. António Fernandes de Azevedo, porque não haver outra? Afinal de contas, a primazia dos peões, que no meu entender deve continuar a ser privilegiada na Alameda da Estação, pode ser garantida com uma passadeira a todo o comprimento da hipotética via, algo que poderia inclusivamente ser aplicado à já referida travessia. Desta forma, a circulação prioritária dos peões na Alameda seria garantida e o trânsito rodoviário teria uma alternativa de fuga em dias mais complicados como o de hoje. Dias que se repetirão, dada a proximidade com a ultracongestionada rotunda do Catulo. Pelo menos enquanto o problema da eterna variante se arrastar.

 

P.S: Dando seguimento a uma prática comum nesta casa, enderecei esta sugestão ao presidente da CM da Trofa, Sérgio Humberto, que no mandado anterior estava responsável pelo pelouro das obras públicas, função que desconheço se ainda acumula por falta de informação no sítio oficial da CM da Trofa, que se encontra parcialmente em manuntenção.

João Mendes

Radicalmente contra todas as formas de instrumentalização dos recursos públicos em função dos apetites partidários e com um apetite insaciável pela desconstrução de mentiras e outros embustes que nos são diariamente oferecidos pelas elites dirigentes, a minha luta é por um concelho da Trofa mais transparente, mais íntegro e no sentido da evolução contínua, onde o poder cuja função é servir-nos pode e deve ser questionado. Das pessoas para as pessoas, sem medo nem clientelas.

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