A aldrabice está volta à página Trofa Digital

por João Mendes 0

Já lá vão quase três meses desde a página Trofa Digital afirmou ter recebido um processo e um texto sobre um processo-crime que o “antigo director da antiga página Trofa Online, Ricardo Teixeira” teria movido contra a minha pessoa. O texto em questão afirmava que eu era arguido e acusado dos crimes de difamação, calúnias e injurias, crimes esses que tinham sido cometidos em textos que publiquei neste blogue. Quase três meses depois, ainda não fui notificado para coisa nenhuma, o que significa duas coisas: a primeira, que não sou nem arguido nem acusado de crime algum. A segunda, que a página Trofa Digital e o seu administrador Ricardo Teixeira voltaram a mentir. Nada de novo, portanto.

Na altura dediquei um texto à referida aldrabice, e provei factualmente que o texto alegadamente enviado para a Trofa Digital tinha na verdade sido publicado pelo próprio Ricardo Teixeira, que mentiu aos leitores da Trofa Digital. Mentiu porque fez crer que não tem actualmente relação com a página de criou, apesar de a continuar a administrar, mentiu porque afirmou que se tinha limitado a enviar o texto para a página, quando na verdade o publicou. E, apesar de se apresentar como antigo director da página e de não constar na ficha técnica da mesma (continua a não constar ao dia de hoje), ficamos a saber que continua a publicar em nome da mesma. São muitas mentiras, a juntar a um extenso rol de longa data, que demonstra bem como os leitores da Trofa Digital são tratados por quem efectivamente manda na página: como idiotas sem cérebro que comem qualquer mentira mal-amanhada que seja publicada naquela página.

Quase três meses depois, a história repetiu-se. Na madrugada da passada Quinta-feira, pelas 01:38h, surge a seguinte publicação na página Trofa Digital:

Desmontemos, então, mas este exercício de manipulação e mentira:

  1. A Trofa Digital refere que o agredido é “um homem com cerca de 36 anos de idade”. Porquê dizer “cerca”, quando a Trofa Digital sabe perfeitamente a idade do alegado agredido, nada mais nada menos que Ricardo Teixeira (ver foto no topo)?
  2. A Trofa Digital descreve o alegado agressor como “um homem na casa dos 40 anos, "colaborador de um jornal semanário local"”, o que demonstra claramente qual o objectivo da Trofa Digital e de Ricardo Teixeira: criar mais um caso artificial em torno do Notícias da Trofa/Trofa TV. É que o alegado agressor, que trabalha a tempo inteiro numa empresa local, não é colaborador do Notícias da Trofa/Trofa TV. É um freelancer a quem são ocasionalmente encomendados trabalhos pela Trofa TV. Porque não referir a empresa com a qual o alegado agressor tem efectivamente um vínculo contratual? Porque isso não serviria a agenda política da Trofa Digital.
  3. A Trofa Digital refere que “Segundo fonte, o agressor já tem vindo ameaçar, difamar e injuriado a vítima”. Ora, a fonte, neste caso, é Ricardo Teixeira, o alegado agredido. E porque é que a Trofa Digital não optou por ser transparente e dizer a verdade aos seus leitores? Porque não revelou aos seus leitores que a fonte é o alegado agredido e um dos administradores da página? Porque assim seria só uma das pessoas por trás da página a usar a página para atacar terceiros, sem contraditório. Feito como foi feito, dá a sensação que alguém foi agredido à 23:15 da manhã e que uma testemunha ocular reportou o sucedido á Trofa Digital. Mas isso não aconteceu. É apenas mais uma tentativa da página de fazer os seus leitores de parvos, e manipulá-los de forma a poder usá-los na prossecução dos seus objectivos. Ao melhor estilo de alguns políticos sem escrúpulos que temos por cá.
  4. Como a Trofa Digital não é nem nunca será um órgão de comunicação social, o respeito pelas mais elementares regras do jornalismo e da análise distanciada simplesmente não existem. É uma página sensacionalista de pseudojornalismo, que não hesita em mentir para ganhar uns likes. Daí não haver rodeios na hora de julgar, como quem se substitui a um tribunal, e de fazer tábua rasa da presunção de inocência. Como o alegado agredido vem a ser a mesma pessoa que reportou ou, no limite, fez a publicação, e que administra a página, acaba por ser descrito da forma mais parcial e manipulada possível, alegando a desonesta página que o mesmo “voltou a agredir a vítima”. Não admira, vindo de quem vem.
  5. Finalmente, a palhaçada. A cereja no topo do bolo da estupidez e uma nova prova de que esta malta não hesita na hora de tratar os seus leitores como mentecaptos incapazes de raciocínio lógico ou crítico. Diz a Trofa Digital que a alegada vítima, ele próprio, está em perigo de vida. Em perigo de vida? Como assim, em perigo de vida? Terá sido alvo de agressões tão violentas que foi hospitalizada entre a vida e a morte? Se assim foi, como teve forças para de seguida ir à GNR fazer queixa? Faz sentido. Para quem come gelados com a testa, claro.

Desmontado que está mais um conjunto de aldrabices, passemos a mais um dado curioso. Horas depois de lançada esta publicação, surge uma partilha de Ricardo Teixeira (ver imagem no topo), que me foi enviada por um leitor deste blogue, onde o alegado ex-director da Trofa Digital (que apesar de “ex” mantém privilégios de administrador) afirma que foi agredido pelo indivíduo em questão. Porém, em resposta a interpelação de um seu contacto, que o questiona o porquê do sucedido, Ricardo Teixeira responde a partir da conta da página Trofa Digital. Ex-director, que faz publicações em nome da página, e que até responde aos seus contactos pessoais com a conta da dita página. Podia tentar disfarçar quando faz dos seus leitores otários sem cérebro? Podia, mas não era a mesma coisa.

João Mendes

Radicalmente contra todas as formas de instrumentalização dos recursos públicos em função dos apetites partidários e com um apetite insaciável pela desconstrução de mentiras e outros embustes que nos são diariamente oferecidos pelas elites dirigentes, a minha luta é por um concelho da Trofa mais transparente, mais íntegro e no sentido da evolução contínua, onde o poder cuja função é servir-nos pode e deve ser questionado. Das pessoas para as pessoas, sem medo nem clientelas.

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